COMER & BEBER

1024 576 Daiana

Final da tarde no Mercado Público de Florianópolis

Um dos pontos turísticos mais democráticos de Floripa, agora revitalizado, o Mercado Público é um ótimo lugar para desfrutar da atmosfera da cidade com opções para comer e beber de todos os preços.

Fui passar o final da tarde no Mercado Público de Florianópolis hoje. É gostoso passear por lá, tem o clima acolhedor da cidade.

O prédio do Mercado Público foi construído no lugar onde está até hoje em 1899, mas o comércio local da ilha data do século XVIII, com barraquinhas e feiras de comerciantes. De posto de troca a ponto turístico, o Mercado hoje em dia é referência para o comércio pesqueiro e atua como ponto de distribuição dos produtos do mar para Floripa e região.

Antes da segunda torre ser construída sobre o aterro

Floripa antes da construção da segunda torre do Mercado Público

Depois de um incêndio provocado por uma fritadeira elétrica (2005), o complexo foi revitalizado e reformado, preservando suas características históricas, mas reforçando a segurança de comerciantes e turistas. No local, além das tradicionais comidinhas da ilha, são vendidos artigos naturais, roupas, sapatos, artesanatos e a famosa renda de bilro.

Armazém da Renda revitaliza a arte da renda de bilro e vende artigos para os visitantes

Happy Hour no Mercado Público

O mercado é dividido internamente em muitas lojinhas, são chamadas de box. Um dos mais conhecidos e tradicionais é o Box 32. Serve além de petiscos, refeições a la carte de frutos do mar.

Fui até lá para certa de pedir os pastéis de camarão e o espetinho de camarão com queijo, os mais democráticos. Vem bastante recheio e a casca é sequinha. A combinação é ótima com os molhos de pimenta e um chopp. O pastel com 100g de recheio estava ótimo!

Camarão empanado com queijo, serve tranquilamente duas pessoas

PATEL DE CAMARÃO COM MUIIITO RECHEIO

A casa oferece outros petiscos e bebidas, tem cervejas e cachaça artesanal com assinatura própria. Vem gente de todos os países conhecer o Mercado Público e o box, por isso, durante a visita você ainda corre o risco de encontrar alguma celebridade por aqui haha mas se não, vai aproveitar igualmente da experiência.

Há outros restaurantes de frutos do mar, com refeições completas, onde se pode almoçar com a família. Para sentar, comer bem e apreciar a cidade o hall do mercado tem diversas mesas em uma área central, entre uma torre e outra. Nos finais de semana, geralmente há música ao vivo.

Informações úteis

Telefone:
(48) 3225-8464

Horários:
Segunda a sexta – 07h às 22h (bares e restaurantes a partir das 10h até às 20h)
Sábado – 07h às 17h
Domingo – fechado (confirmar pelo telefone da administração em datas comemorativas)

E a sua experiência? Conta como foi aqui nos comentários!

1024 638 Daiana

10 opções diferentes para comer e beber em Santo Antônio de Lisboa

Gosta de gastronomia e de história? Reúna suas duas paixões e conheça Santo Antônio de Lisboa. A rota gastronômica é rica em frutos do mar, especialmente em Ostras, pelas fazendas marinhas na beira da praia. Os bares e restaurantes mantêm viva a tradição açoriana em seus cardápios e temas decorativos. O passeio é garantia de final de tarde gostoso e cheio de fotos bonitas.

Floripa tem uma história que começa antes mesmo da chegada dos portugueses ao Brasil. Registros de navegações espanholas e holandesas já aportavam a ilha como lugar seguro para descanso e reabastecimento em viagens mais longas. Mas foi mesmo em 1748 que a primeira colônia de portugueses açorianos se estabeleceu e criou a partir daí as raízes culturais deste pedacinho de terra perdido no mar (escute aqui o Rancho de Amor à Ilha).

Com os portugueses vieram a gastronomia, os hábitos pesqueiros, as rendas, os artesanos e a maneira de construir casas. Por aqui, o sujeito “sem eira nem beira” não morava bem, não hahah Isso porque as casas do estilo português tinham formas de acabamento na calçada e no teto, era uma marca da tradição, mas também um símbolo de status.

O bairro preserva até hoje muitas construções daquela época, inclusive a igreja histórica de Nossa Senhora das Necessidades. Ao lado da igreja há um cemitério e logo à frente uma praça com árvores, bem como se costumava fazer naquela época.

A vizinhança cresceu e prosperou valorizando suas raízes. Muito procurado por quem quer empreender, Santo Antônio de Lisboa reúne um coquetel diverso de receitas e modos de preparo, é praticamente impossível enjoar de visitar a freguesia. Sempre tem um restaurante novo ou um prato para repetir e lamber os dedos. A experiência é ainda mais bonita com a vista para o mar e o pôr-do-sol.

OSTRAS E OUTROS FRUTOS DO MAR

As fazendas de ostras de Santo Antônio de Lisboa são mantidas por parceria entre empresários, Universidade e poder público. As sementes de Ostras são trazidas até o local de cultivo pelo Laboratório de Moluscos Marinhos da Universidade Federal de Santa Catarina, a partir daí os produtores iniciam o processo. Existem passeios turísticos por aqui que acompanham a chegada das sementes e a explicação sobre o funcionamento das fazendas, para quem gosta de se envolver na história, é um prato cheio.

Do mar direto para a mesa. Ostras do quintal e peixes frescos do litoral vindos do Mercado Público da cidade, camarões, lagostas e outras iguarias marinhas com grande variedade de receitas e preparos. Esta é a base da gastronomia do bairro. Há também outras opções como massas, pizzas e carnes.

Freguesia Oyster Bar

Rua XV de Novembro, 179

O restaurante serve frutos do mar com destaque para as ostras cultivadas em sua própria fazenda. Com o deck, é possível almoçar e apreciar a vista. Bom também para quem quer petiscar e tomar cerveja artesanal no final da tarde.

Chão Batido

Rua XV de Novembro, 103

Restaurante familiar, com ambientação rústica e vista relaxante. Oferece outras opções de pratos além de frutos do mar.

Marisqueira Sintra

Rua XV de Novembro, 147

Famosa por seu bacalhau com nata, a marisqueira de raízes portuguesa, preserva traços da cultura no ambiente e no cardápio. Destaque também para carta de vinhos.

Rosso Restaurante

Rodovia Gilson Da Costa Xavier, 201

O destaque fica por conta do preparo, o restaurante revisita a cozinha local e confere toques especiais. É famoso pelo polvo com purê de mandioquinha.

Villa do Porto

Rua Quinze de Novembro, 123

O Villa do Porto tem ambientação antiga, com paredes em pedra e arquitetura de época parcialmente preservada. O restaurante funciona em um casarão antigo. Oferece variedade em frutos do mar e cervejas artesanais locais.

Restaurante Amalfi

Rua XV de novembro, 18

O Amalfi é um bistrô com proposta para frutos do mar que chama a atenção pelo atendimento e apresentação dos pratos. Os destaques ficam por conta das lindas vieiras de entrada e a lúdica sobremesa “o tesouro”.

Coisas de Maria João

Rua Conego Serpa, 57

O inventivo restaurante aposta na combinação de sabores com ambiente rústico aconchegante. Pratos como a feijoada de frutos do mar surpreendem positivamente o paladar.

GRILL & BEER Empório Bar

Rua Conego Serpan, 84

Para quem quer comer carnes suculentas em Santo Antônio de Lisboa, o restaurante dedicado às delícias e tem uma boa carta de bebidas com cervejas artesanais locais.

Pode

Estrada Caminho dos Açores, 1689

O bistrô tem ambiente acolhedor, à beira-mar e é inspirado na cozinha oriental. Destaque para o arroz frito no abacaxi com camarões empanados. Aceita pets.

Café da Praça

Santo Antônio de Lisboa, Praça dos Artesãos

Para o café da tarde, uma visita ao bairro pede um café com bolo no Café da Praça. Opções de doces portugueses e tradicionais bem no coração da praça.

ACESSO E RETORNO

A melhor época do ano para visitar é logo depois do período de temporada, ou se preferir ir no verão, a sugestão é contratar um passeio de barco ou ir de transporte coletivo. Por ser um bairro antigo, suas ruas preservam detalhes da época, são estreitas e quase não há retornos na via principal. Então, com a cidade muito cheia é bom dar preferência para outros meios de transporte.

O acesso é pela SC-401. É possível pegar o acesso mais próximo ao centro da cidade, pelo bairro do Cacupé, e desfrutar da estrada que liga o bairro a Santo Antônio de Lisboa  Entre outras facilidades, muitos restaurantes possuem decks e piers para receber quem chega pelo mar.

900 900 Daiana

Hambúrguer ruim, não! Canal Rango dá dicas para escolher o melhor

Fanáticos por hambúrguers: uni-vos! Quem não gosta de visitar uma cidade e conhecer a versão de seu prato preferido? Além do que, provar a culinária local também é uma maneira (a mais saborosa!) de conhecer a cultura da região. Aqui deixamos, através do Tadeu, especialista em hambúrgueres e comida bruta, do canal Rango, dicas de como comer bem olhando muito bem a quem!

 

Comer durante a viagem

 

Que arte magnífica, essa de saber se livrar de roubadas gastronômicas durante a viagem! Orçamento geralmente contado e muita expectativa por conhecer o melhor que há na região. Às vezes rola uma frustração, queremos comida de chef por R$10. O preço, no fim das contas, não pode ser o único critério durante a viagem, justamente porque o corpo está em movimento, dormindo pouco e precisa de muita energia. Então, o jeito é pesquisar e entender melhor se o que está diante dos seus olhinhos fará muito bem à sua barriguinha. Quem nunca, não é mesmo?

 

Conversei com o Tadeu, do canal Rango, do YouTube, sobre o seu projeto, receitas preferidas e pedi, claro, uma dica especial para me salvar de futuras roubadas.

 

A arte de encontrar comida boa

Ele realmente gosta de hambúrguer

O Rango é um dos principais canais do Brasil sobre hambúrguer, de gastronomia simples, de cozinha descomplicada. Por isso, a gente acaba se envolvendo muito com as pessoas, indo pra cozinha delas. Eu acho muito bacana isso, ter uma culinária simples ao ponto da vó conseguir fazer para o neto e do neto também fazer para a vó, essa é a maior brincadeira lá no canal Rango. Entre os nossos planos, tem essa ideia de expandir o canal, a gente quer dobrar a nossa programação. Hoje, a gente tem dois programas por semana, e a nossa ideia é que isso vire quatro programas por semana. Porque vemos a plataforma digital hoje como a nova mídia. O objetivo é produzir conteúdo pra quem realmente acompanha. A partir daí, começamos com workshop, aulas de hambúrguer e afins. Uma maneira de repassar a arte da comida boa e de colocar em prática nossos planos de estar mais próximo, fisicamente em contato, com o nosso público.

 

Buscar mais informações antes de viajar

Eu viajo, visito lugares, não fico preso a uma cozinha só, pelo contrário. Por isso, tenho na minha cabeça critérios que me orientam ao buscar informações antes de viajar. O primeiro critério é que eu vou nos lugares onde eu realmente gostaria de estar. Lá no Rango, ninguém nunca vai me ver em um local que eu não gosto. Porque a gente tem investimento, às vezes é convite, mas às vezes não, viagem internacional a gente vai do bolso, acreditando mesmo “esse vídeo vai dar certo, vamos lá fazer”. Então, a primeira coisa é essa, gostar da onde eu tô.

Pra escolher os lugares, eu costumo jogar primeiro pra minha base de fãs, eu vou lá pro Instagram “e aí, tô indo para Nova Iorque, o que que vocês querem ver?”, vem um monte de coisa, vem coisa boa e coisa ruim. Aí eu pego essa informação e vou na lista dos principais hambúrgueres de Nova Iorque, por exemplo. Junto uma coisa na outra, junto com o lugar onde eu quero estar e monto uma seleção. Porque ela precisa fazer sentido para o meu público primeiro, mas eu parto do princípio de que se eles já sabem quem eu sou, vão gostar de estar comigo lá. É assim, aonde eu gosto, aonde eles sugeriram, faço um roteiro e escolho os lugares onde vou visitar.

 

 

Na hora de a dar opinião

No Rango é tudo muito, muito de verdade. A gente não tem o costume de falar mal dos lugares, ou de criticar negativamente, porque eu parto do princípio que eu quero levar coisa boa pra quem tá assistindo. Então, invés de eu falar assim “não vai aqui, que aqui não é legal”, eu prefiro falar “vem nesse outro que aqui é bacana”. Já teve vezes de a gente de ir no lugar e decidir, “beleza, não vamos falar sobre ele”, a gente não publica o vídeo ou tenta arrumar alguma coisa. Já teve situação muito engraçada de a gente ir no restaurante e elogiar só a bebida haha. Porque é isso, eu tomo muito cuidado para a experiência ser sempre positiva. Porque se a pessoa já escolheu o lugar que ela vai, ela procura da internet e vai achar coisa boa e coisa ruim. A ideia da gente no Rango é construir as opções. É tipo “deixa eu ver os lugares que ele vai e se ele foi e é legal”. Toda hora passa pela cabeça fazer um ranking, mas a gente já tem tanto excesso de informação sobre pontos fracos e coisas ruins, então a gente sempre tenta mostrar os lugares legais. Se a gente vem pra Floripa, vai nos lugares legais, se vai pra Nova Iorque, vai nos lugares legais. Então, é um jeito da pessoa saber “quero saber um lugar bacana, então vou lá no Rango que ele mostra”.

 

O melhor hambúrguer é assim

Pra não comer hambúrguer ruim tem algumas coisas que a gente precisa prestar atenção. Hambúrguer é pra ser divertido, mas tem critérios básicos, por exemplo, o pão pra mim é 50% do hambúrguer. Então, se o cara já acertou o pão, já está meio caminho andado. A carne é outro critério. Ainda tem muita gente que pede carne bem passada.

A dica que fica é que vai no ponto que a hamburgueria costuma fazer, pede no ponto da casa. Isso porque o hamburgueiro quando cria o hambúrguer, ele pensa até na proporção de gordura que contém aquela carne.

Quando a gente pensa isso, pensa no hambúrguer no ponto certo. Pra acertar no seu pedido, não fica mudando muito o ponto do que a casa costuma fazer. E é isso, hambúrguer é pra ser divertido, é pra comer com a mão, procure um lugar que você goste, que tem um conceito bacana.

Hamburguer bom é pão, carne e queijo, não precisa inventando demais. E aí essa dica vale tanto pra quem tá indo comer quanto para as hamburguerias. Então assim, cuidado com seus produtos, usa uma carne legal, o pão é essencial que seja bom, que não esfarele, não desmanche na mão de quem tá comendo, então fica a dica. Vale para os dois, pra pessoa e para a hamburgueria. A minha receita preferida, por exemplo, é essa que eu fiz agora e que virou meu xodó, o bacon crush.

Gostou das dicas? Avalie o post e deixe seu comentário!